domingo, 28 de setembro de 2008

Todos os amores

Já andei por ai
Diversas vezes
Procurando um amor que correspondesse
Já amei, sem ter por que amar,
Já segui em frente por não conseguir deixar
Chorei e me arrependi
Briguei com tantas garotas na minha vida
Que nem sei por onde começar.

Amei quem estava tão longe de mim
Como acariciei peles macias tão próximas
Conversas jogadas fora, em ralos de banheiro

Amei profundamente algumas vezes
Pois digo hoje, um pouco mais velho
Que diversos amores que carreguei comigo
Foram apenas ilusórios
Capazes de me manter vivo e sedento
Enquanto chorava a sua perda.

Mas no fundo no fundo
Meus amores ilusórios, se mantinham longe
Sem o toque da pele
Sem o beijo da morte

Consumimos tanto de nos mesmos
Quando amamos que nem percebemos que não vale tanto assim.
Tragamos o amor que é correspondido
Cuspimos aqueles que não.

Vejam as estrelas e leiam o que elas têm de bom para contar
Ria um pouco, mas n engasgue as gargalhadas sinceras.
Não soluce a toa, pois o vão constrói uma ilusão
Pinte nas paredes seus sentimentos
Não tenha vergonha de amar

Eu já amei tantos nomes,
Imperfeitos e sem rostos
Tantos jeitos de ser,
Anéis e brilhantes
Já ouvi tanta musica
E cantarolei os pedaços que lembravam nós dois

Eu perdi o que a vida tinha de bom
Cresci e parei de enxergar a verdade
Por traz de tanta nevoa.
Amar o desconhecido e imperfeito mar
Correr alegre atraz de qualquer pessoa

Poucos sorrisos, alguns piscares de olhos
Almoços em família, jantares amigáveis
Gestos acenando para o horizonte
O infinito perseguindo os amantes

Amar a grosso modo é sofrer
O drama de viver
A repetição
Os erros, e os novos acertos
Quantos amores eu não tive ate hoje
E quantos eu não vou ter!

Como já disse antes
tudo ate agora
foi escrito com um propósito
não exaltarei os amores novos
não esquecerei os antigos.
Não foi uma triste ilusão
Perdida em beijos e carinhos
Somos homens e corremos perigos
Somos amantes e arriscamos,
Amamos.

Não dá para esquecer,
É inevitável lembrar
O lado fraco regurgita
O medo pálido

O passado bem acompanhado
Assado com batatas
É triste dizer que esquecer
É difícil
Choramos e esmurramos
Paredes sólidas em nossa frente

O amor atual
Sofre com as conseqüências de ser
Algo novo e desconhecido
Meu dever é ser um pouco louco
E tratar isto muito bem
Uso os erros do passado, para concertar o presente
Leio em livros receitas
Pois neles eu não encontro Feitiços

Carrego em minhas costas
O dever de ser sincero
Pois a mentira amarga o peito
E entristece os olhos

Rancor, ardor.
Escrevo para aliviar minha dor
Espero que entendas
Sem lagrimas nos pés
Que tudo está aqui
Um dia eu vou te trazer
Um lindo buquê
Mas não me pergunte o porquê
De ser tão bravo com o tudo
O Mudo mundo, mudo as palavras

Vou descrever agora
A sensação de ter
Alguém tão perto
Esbelto, cheiroso
Abraçado a mim

...

Todos os amores que passaram por mim ate hoje
Não sabem a importância que tiveram
Construíram meu jeito de amar
Minhas mais fortes características
Principalmente a de sonhar.

Não vou catalogar
Algo tão singelo
Nem te entregar
Algo tão sincero

E eu vou ganhando tempo desta forma
Mesmo se eu morrer agora
Vou saber que minha ultima cartada
Deu certo
Acertou em cheio o seu ego

Quantas páginas mais vão ser necessárias para
Eu descarregar toda a frustração
Que embaralhei no carteado
Quantas vezes mais, vou escrever pequenos versos,
Em que um porco romântico chora por você?

Eu já sonhei bastante
Agora estou acordado
Escrevendo um acordo:
Eu irei te amar,
Você irá me esquecer
Eu irei seguir
Você irá voltar
Eu vou amar novamente
Então você vai chorar
E vamos juntos nos arrepender
E vamos juntos nos separar
E juntos vamos lembrar
Tudo que vivemos
Vamos esquecer...

...

Quantos nomes eu posso me lembrar?
E usar neste fim de carta
Os nomes da infância
Ou da adolescência
Posso escrever assim
“Menina veja bem olha quem já vem”
Este é o fim da carta
E nele gostaria de assinar um nome bonito
Ou Todos os nomes
De Todos os meus amores

Notoriamente agradeço
Eu hoje não sou nada
Alem de lembranças
Enfiadas numa poesia
De significado enlameado
Do seu querido e amável Guillen

3 comentários:

Ciaberta disse...

Todos os amores que passaram por mim ate hoje
Não sabem a importância que tiveram
Construíram meu jeito de amar
Minhas mais fortes características
Principalmente a de sonhar.





Muito bom mesmo. =**

Dayane disse...

Ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei !!

vc ta muiiito maduro com os textos, crescendo sempre pra melhor, claro.

Isis disse...

Só pra quem realmente já sentiu na pele... perfeito!!!