domingo, 17 de janeiro de 2010

O silêncio da noite

São sapos
São grilos
São ares-condicionado
Condicionados
A fazer barulho
Ensurdecer a noite
Calar o dia
Assassinando o silêncio
Noturno
Soturno
Calado leve noutro
São homens
Aqueles vis colecionadores
De sinfonias satânicas
Que estouram
Os tímpanos acostumados
Com o silêncio dos roncos
De motores alucinados

Um comentário:

patricia disse...

Se não existem esses barulhos, como ia ser chato.