Faço o uso destas linhas tortas
Para explorar um vasto mundo.
Finjo tudo o que faço,
até a dor Pessoa no peito
eu sinto que finjo direito.
mas nos dias como este
vejo uma parede negra
a rodopiar como um busca-pé
perseguindo coisas que eu só conheço de nome
como um dia disse Manuel
e eu escutei calado.
a prisão existencial
barreira psico-criativa
borrando minha visão
palavras fracas vão fluindo nas pautas
como lágrimas aveludadas.
Poesia escreve-se só
Trancada no quarto
Rodeanda de livros escritos.
Querendo fingir que é também um livro
Ainda a ser escrito.
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